<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-23329118</id><updated>2012-01-28T00:49:53.018-02:00</updated><title type='text'>Lendo o Mundo</title><subtitle type='html'>Espaço em que eu posto o que me dá na telha.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lendoomundo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lendoomundo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gustavo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16747433311167203490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLTY8bR8FI/AAAAAAAAAJs/BDTp1jB4ec4/S220/082108175107.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23329118.post-5372235933771841534</id><published>2011-05-23T01:28:00.010-03:00</published><updated>2011-10-29T00:13:02.954-02:00</updated><title type='text'>"Preconceito Linguístico", Marcos Bagno e deterioração da língua portuguesa</title><content type='html'>Tive o prazer de ter uma conversa (na verdade, praticamente uma entrevista) no MSN com um amigo meu formando em Letras, na qual conversamos sobre o empobrecimento da língua portuguesa e a influência da ideologia de Marcos Bagno, autor do livro "Preconceito Linguístico" e professor de Letras da UnB, neste processo. Por considerá-la muito frutífera e esclarecedora, decidi compartilhá-la com vocês neste blog. Segue a íntegra da entrevista, formatada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (22:10):&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-iRPZrKHqoIM/Tdxe34v0d2I/AAAAAAAAAQc/uy9Du0tRnug/s1600/preconceito-linguistico.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 222px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-iRPZrKHqoIM/Tdxe34v0d2I/AAAAAAAAAQc/uy9Du0tRnug/s320/preconceito-linguistico.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610463550015567714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja, ninguém diz que é ilegítimo em todo caso sair da&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; norma culta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;... na verdade, é até natural. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O problema é querer invalidar a norma culta e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; romper uma tradição linguística.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; No &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fundo a briga linguística é uma revolta contra a autoridade da tradição. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Autoridade histórica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (22:10):&lt;br /&gt;Mas vc acha que é essa a intenção de Marcos Bagno e cia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (22:10):&lt;br /&gt;Sim, claramente. Eles conseguem enrolar quando o bicho pega. A questão toda do Marcos Bagno é uma questão de valor. A língua vale não pela tradição linguística, mas como fato político. Basicamente é isso, mesmo que ele enrole.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rapaz, o Brasil é o único país do mundo, pode-se falar sem medo, em que ocorreu o milagre de uma língua só. É um fenômeno inexplicável, e os linguíst&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;as não aceitam isso.&lt;/span&gt; Eles falam que existem várias línguas e que a imposição de uma só língua é falsa, é hegemonia, no sentido gramsciano. Tem meia dúzia de índio aí que fala outras línguas no Brasil, mas são irrelevantes. Na Índia eles falam 3 mil línguas. Na Rússia falam umas 200. Na espanha, umas 30. Na Itália, umas 30. O Brasil é o único país do mundo em que qualquer pessoa de norte a sul se entende numa conversa informal. O Brasil e os EUA, no entanto, os EUA agora também falam bastante espanhol. Tem uma comunidade de mais de 20 milhões de falantes de espanhol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (22:15):&lt;br /&gt;Mas eles falam inglês TAMBÉM, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (22:15):&lt;br /&gt;Na Flórida há grupos que não falam inglês. Há comunidades relevantes que falam espanhol somente. Bom, o fato é que os linguístas acham que tem algo errado no Brasil, por se falar um só idioma. Eles falam que na verdade os pobres falam outro idioma, não falam mais português. Mas ficam reprimidos, etc. Têm preconceito contra sua língua, etc.&lt;br /&gt;Agora, o português brasileiro está empobrecendo numa velocidade incrível, coisa que nunca aconteceu. Nem nos tempos da escravidão os pobres falavam tão mal como hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (22:20):&lt;br /&gt;heh&lt;br /&gt;foda, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (22:20):&lt;br /&gt;Quer uma prova disso, para não dizer que eu sou exagerado? Veja, no português nós temos pronomes possessivos em três pessoas, o que dá 5 pronomes com a flexão de número: Meu, teu, seu, nosso, vosso. O fato é que o pronome "seu" é utilizado para indicar a terceira pessoa ou então como tratamento cordial: "Você, o Senhor". O fato é que os brasileiros do povão e quase todo mundo hoje passou a utilizar o "seu" como segunda pessoa: seu carro, sua bicicleta. A gente pergunta assim: "E aí, como tá sua mãe?" referindo-se à pessoa com quem se fala tanto formalmente como informalmente. Chegou um ponto em que o "seu" não pode ser mais utilizado em terceira pessoa. Tipo... "olhou para a janela e vestiu seu casaco". A pessoa não sabe se a pessoa vestiu o próprio casaco ou se vestiu o casaco dela (da pessoa com quem estamos falando).&lt;br /&gt;Então, o português brasileiro inutilizou uma colocação pronominal, e teve que buscar muletas:&lt;br /&gt;criar formas para superar uma ambiguidade que não existia. Nós usamos: "dele", "dela" como pronome de terceira pessoa. Isso foi criado para compensar a ambiguação, mas não tinha necessidade. Tem dezenas de exemplos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (22:30):&lt;br /&gt;Sim, verdade. Mas vai me dizer que vc usa a segunda pessoa certinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (22:31):&lt;br /&gt;Não uso porque a ambiguação já ocorreu. Em Portugal ainda pode ser usado. No Brasil, a forma já foi corrompida e não é possível mais usá-la sem perigos para a compreensão. Por exemplo, se eu chegar para você e falar: "eu hoje estava na rua e vi João e sua mãe". Ou pior: "Eu estava hoje na rua e vi João de mãos dadas com sua mãe". Você vai pensar que é a mãe do João ou do Gustavo?&lt;br /&gt;Não é mais possível utilizar a forma em sentido de terceira pessoa, foi corrompida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (22:35):&lt;br /&gt;Verdade. Mas se fosse a mãe do Gustavo, vc diria: "Eu estava hoje na rua e vi João de mãos dadas com TUA mãe?". Me diz o que vc diria no dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (22:36):&lt;br /&gt;No dia-a-dia eu usaria o "sua", porque é o que se usa no Brasil. Apenas notei o fenômeno de que isso ocorreu por corrupção da língua. E porque o "Você", que é tratamento formal, virou tratamento íntimo no Brasil. O único caso em que o "sua", "seu" pode ser utilizado como terceira pessoa é no tratamento formal: Você, o senhor, Vossa Senhoria, etc. O tratamento informal é o "tu". Na verdade, brasileiro nem sabe usar pronome mais. Quase nenhum... Por exemplo: "Deu-lhe sua caneta". Não se usa isso no Brasil mais, quando você ouve isso? Nós usamos:&lt;br /&gt;"Deu a caneta para ele". Ou então: "Deu a caneta dele para ele". Um último exemplo: os brasileiros estão acabando com as conjugações verbais: Eu trabalho, tu trabalha, você trabalha, ele trabalha, nóis trabalha, vocês trabalha, eles trabalha, "a gente" trabalha... tudo na terceira pessoa. E outra coisa, o brasileiro não usa mais futuro, foi praticamente eliminado da língua&lt;br /&gt;e soa pedante. "Eu farei" dá a impressão de algo pedante ou distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (22:43):&lt;br /&gt;Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (22:43):&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Usamos "Eu vou fazer", "A gente  vai fazer", "Tu vai fazer", enfim... Todas essas simplificações&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;são aceitáveis na comunicação do cotidiano. Mas elas não podem chegar à literatura como forma consagrada, pois rompe-se quase mil anos de tradição linguística e perdemos o contato com o passado, com a tradição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Rapaz, pegue músicas do Cartola e do Pixinguinha, que eram pretos, na década de 20, e veja como eles se esforçavam para falar um português culto. Esse esforço é legítimo e dignifica. O ideal da língua tem que existir.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; O problema é que hoje em dia não tem mais ideal baseado em instituições culturais, como a literatura, ou o idioma dos homens cultos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;. Hoje língua é assunto do governo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;, é tudo uma questão de autoridade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Antigamente quando um pobre ia fazer uma música, queria soar igual aos homens cultos de seu tempo. Hoje ele tem que falar igual os professores sociolinguístas querem, ou o MEC manda.&lt;br /&gt;No fundo é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (22:52):&lt;br /&gt;É.. Na verdade, eles não estão mais nem aí, né? (os pobres)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (22:53):&lt;br /&gt;Não. Não existe ideal linguístico. Se um cara fala bem, ele é pedante. É condenável isso. O cara é que está errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (22:54):&lt;br /&gt;Sim, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (22:54):&lt;br /&gt;Não existe nenhum ideal linguístico. Raramente eu vejo gente falando que queria falar um português como fulano ou cicrano. As pessoas estão bem satisfeitas com o próprio português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (22:54):&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e em que medida vc acha que o Marcos Bagno contribui pra esse empobrecimento   da língua?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-g6SOzRNBN_I/TdxfCUZ3aII/AAAAAAAAAQk/NfQjUA1-ds4/s1600/Marcos.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 240px; height: 317px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-g6SOzRNBN_I/TdxfCUZ3aII/AAAAAAAAAQk/NfQjUA1-ds4/s320/Marcos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610463729238370434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;G. diz (22:55):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu acho que ele&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; é a cereja do bolo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;. O livro dele é uma unanimidade&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e é lido em todos os cursos de Letras. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É um  processo de multiplicação fulminante&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; pois por ano diversos professores de português&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; são treinados para respeitar a fala dos alunos e a não corrigí-los&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na verdade, todos os professores que estão entrando na escola nos últimos 10 anos são treinados e convictos disso. O “Preconceito Lingüístico” é um hit e ningué&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;m se dispõe a refutar o Bagno. A teoria dele no fundo é boba e confusa. Ele mesmo não sabe muito bem ao que se ater.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu o conheci pessoalmente. Se você pressionar, não sai nada. Mas ele não tem adversários dentro de sua área. Ninguém produz algo diferente ou critica o Bagno. Os caras que são gramáticos, em geral, estão preocupados em ganhar dinheiro treinando pessoas para concurso ou dando dicas, e são pessoas com pouca formação ideológica. Eles acabam pensando que são culpados e escrotos&lt;br /&gt;e é melhor não entrar no mérito. E os grandes filósofos da gramática brasileira, como Evanildo Becchara, estão velhos e gagás com 200 anos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Então, Bagno paira como uma espécie de "gênio" dentro de sua área, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;simplesmente por falta de algo melhor&lt;/span&gt;, e porque a teoria dele é progressista e oportunista. A ciência mesmo da sociolinguística não é um problema. Todo mundo sabe que pobre fala diferente de rico e analfabeto fala diferente de pessoas cultas. A sociolinguistica é a ciência que investiga porque isso ocorre e como isso ocorre. O problema é quando essa investigação axiologicamente neutra passa a incorporar valores e a prescrever coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (23:09):&lt;br /&gt;Saquei. Mas o que é que o Bagno faz exatamente no livro dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (23:10):&lt;br /&gt;Ele identifica um fenômeno social chamado "preconceito linguístico", que consiste em utilizar a língua culta para excluir as pessoas, especialmente as que falam modalidades diferentes do padrão, oriundos de classes pobres ou do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (23:12):&lt;br /&gt;Mas vc acha inválida essa crítica em si?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (23:13):&lt;br /&gt;Não, o preconceito existe sim.  O problema é transformar isso em luta política. Na verdade, nós julgamos as pessoas sim pelo jeito que elas se vestem, como andam, como falam... Existem essas coisas mesmo...&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; O problema é que ao apontar o tal do preconceito, o Bagno procura simultaneamente e sub-repticiamente impor uma ideologia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; de que não há diferença substancial entre modalidades de língua.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Se estamos falando de algo como..."bicicreta", é uma coisa que muitos pobres e muita gente do interior fala, mas é um fenômeno fonético, não é lá de grande importância. Eu não tenho problema em admitir que existe o preconceito contra quem fala assim. Mas veja que isso não dá margem a mais nada. Tipo... existe um preconceito, tem gente que acha feio e pronto. É algo puramente subjetivo. Vc não pode evitar que as pessoas achem feio. Agora, dizer que o "bicicreta" deva ser tolerado como norma culta é um tipo de luta política. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma coisa é recomendações de bons modos tipo... não tenham preconceito com quem não teve educação ou fala errado, etc. Outra coisa é a pessoa que não teve educação dever impor a norma linguística e não aceitar a norma já existente. &lt;/span&gt;Sacou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (23:18):&lt;br /&gt;Saquei. E é isso o que defende o Bagno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (23:19):&lt;br /&gt;Ele defende que o falante é quem faz a língua. Ou seja, a língua só existe enquanto realizada. Então, se o cara fala "bicicreta", está dentro da língua. E deve-se dar preferência à língua dos falantes do que a língua das gramáticas, que são definidas, segundo o Bagno, arbitrariamente,&lt;br /&gt;por convenções e opressões que vêm desde o Brasil colônia e que não tem mais nenhum sentido,&lt;br /&gt;pois ninguém mais fala como nas gramáticas.&lt;br /&gt;A língua, quem faz é o falante, segundo Bagno. É a teoria da "variabilidade". Eles dizem que a língua é essencialmente variável. O que é uma discussão boba, no fundo. Todo mundo sabe da relação entre convenção e variabilidade. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O fato de a língua ser variável&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; e mudar com o tempo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; não invalida o fato de se tentar mantê-la coesa com fins sociais. &lt;/span&gt;No fundo, o que o Bagno critica não é a convenção, e esse é o pulo do gato. Ele não é bobo para falar que não deve existir uma gramática. Ele não fala isso, ao contrário do que se pensa. O que ele questiona&lt;br /&gt;são as instituições por trás da gramática. O combate dele é contra a tradição, a tal "elite". A "imposição cultural", a hegemonia. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ele quer fazer a inversão marxista, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ou seja, a cultura tem que vir de baixo para cima &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e não de cima para baixo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O povo tem que ser "agente" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de sua História&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; ativamente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e as fontes da língua devem ser os falantes, o povo pobre, etc. &lt;/span&gt;Quando vc ouvir por aí que o Bagno defende o fim da gramática, é mentira.&lt;br /&gt;Ele defende o fim das instituições culturais que deram origem à lingua culta e sua substituição pelo Marcos Bagno. É o famoso "polilogismo" marxista. A nossa língua versus a língua "deles",&lt;br /&gt;a nossa moral versus a moral "deles", a nossa filosofia versus a filosofia "deles", etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (23:27):&lt;br /&gt;Sim. Brilhante a sua exposição, cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (23:28):&lt;br /&gt;Então, não acredite em pessoas que atacam o Bagno dizendo que ele não quer uma gramática. Ele não diz isso, e na verdade ele usa isso nas aulas para falar: “veja como são os reacionários, etc”.&lt;br /&gt;Essa é uma crítica que ele já conhece e já responde naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (23:29):&lt;br /&gt;Sim. Mas o que ele defende é que a gramática seja pautada pela língua falada, e não o contrário&lt;br /&gt;certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (23:30):&lt;br /&gt;Sim, esse é um dos pontos da pauta dele. Mas veja que não é também assim tão simples. O Bagno está consciente de que isso é impossível, pois a língua falada varia segundo região, idade, sexo, classe e época. O que ele defende é a pluralidade linguística e a substituição da normatividade gramatical por modelos mais flexíveis. Ele é especialmente crítico da tradição européia. Ele quer uma ruptura definitiva com essa "fonte cultural" e o respeito às heranças também africanas, indígenas,  etc. A formação de um português brasileiro. Um ativismo político para desmoralizar a gramática normativa e mostrar que ela não tem nenhuma base científica. E é verdade, a gramática não tem base científica nenhuma, é apenas uma tradição. Isso não seria exatamente um argumento, mas o Bagno mostra como a gramática pode ser relativizada, etc. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Obviamente, o motivo de adotar a gramática não é científico, é uma questão de fazer parte de um determinada civilização, de uma História, de uma série de homens, literatos, filósofos, etc, que foram construindo a língua e achando formas cada vez melhores que foram sendo registradas em regras. A língua foi feita pelos homens cultos em uma tradição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bom, é isso...o livro dele é pequenininho vc lê em 2 horas. Depois dê uma olhada, mas basicamente é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo diz (23:38):&lt;br /&gt;Entendi. E ele basicamente quer que a construção da língua saia das mãos dessa tradição e caia nas mãos do povão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. diz (23:39):&lt;br /&gt;Sim, é isso. Nas mãos dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23329118-5372235933771841534?l=lendoomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lendoomundo.blogspot.com/feeds/5372235933771841534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23329118&amp;postID=5372235933771841534&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/5372235933771841534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/5372235933771841534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lendoomundo.blogspot.com/2011/05/preconceito-linguistico-marcos-bagno-e.html' title='&quot;Preconceito Linguístico&quot;, Marcos Bagno e deterioração da língua portuguesa'/><author><name>Gustavo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16747433311167203490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLTY8bR8FI/AAAAAAAAAJs/BDTp1jB4ec4/S220/082108175107.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iRPZrKHqoIM/Tdxe34v0d2I/AAAAAAAAAQc/uy9Du0tRnug/s72-c/preconceito-linguistico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23329118.post-5480198208637071088</id><published>2010-12-15T04:26:00.002-02:00</published><updated>2010-12-15T04:31:12.559-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/TQhf8RDHc-I/AAAAAAAAAO4/Q5e27xG4kYM/s1600/buda.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/TQhf8RDHc-I/AAAAAAAAAO4/Q5e27xG4kYM/s320/buda.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550792029707400162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Não acrediteis numa coisa só por ouvir dizer. Não acrediteis na fé das tradições só porque foram transmitidas por longas gerações. Não acrediteis numa coisa só porque é dita e repetida por muita gente. Não acrediteis numa coisa só pelo testemunho de um sábio antigo. Não acrediteis numa coisa só porque as probabilidades a favorecem ou porque um longo hábito vos leva a tê-la por verdadeira. Não acredites no que imaginastes, pensando que um ser superior a revelou. Não acrediteis em coisa alguma apenas pela autoridade dos mais velhos ou dos vossos instrutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquilo que por vós mesmos experimentares, provastes e reconhecestes verdadeiro, aquilo que corresponde ao vosso bem e ao bem dos outros - nisso deveis acreditar, e por isso moldar a vossa conduta". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Atribuído ao Buda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23329118-5480198208637071088?l=lendoomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lendoomundo.blogspot.com/feeds/5480198208637071088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23329118&amp;postID=5480198208637071088&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/5480198208637071088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/5480198208637071088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lendoomundo.blogspot.com/2010/12/nao-acrediteis-numa-coisa-so-por-ouvir.html' title=''/><author><name>Gustavo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16747433311167203490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLTY8bR8FI/AAAAAAAAAJs/BDTp1jB4ec4/S220/082108175107.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/TQhf8RDHc-I/AAAAAAAAAO4/Q5e27xG4kYM/s72-c/buda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23329118.post-5522026236511015602</id><published>2009-01-20T12:58:00.009-02:00</published><updated>2009-03-25T01:55:21.444-03:00</updated><title type='text'>Sobre a Inteligência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SXXyAacH4cI/AAAAAAAAALs/9pTuif6dOys/s1600-h/vela.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 250px; height: 187px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SXXyAacH4cI/AAAAAAAAALs/9pTuif6dOys/s320/vela.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293403025955086786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Ccasa%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Lembro bem de um episódio da minha infância, uma daquelas lembranças aparentemente insignificantes que têm uma incrível influência inconsciente em nossas personalidades. Quando eu era bem pequenininho, não gostava muito de ir à escola, e minha avó, convicta de que estava contribuindo com a formação de minha personalidade, resolveu me fazer uma analogia sobre a natureza da inteligência. Disse que ela era como um balão que ia enchendo, e simbolizou isso com as duas mãos em concha, que iam vagarosamente abrindo. “Um balão? Então uma hora ela estoura?”. Não lembro se fiz realmente essa pergunta, mas sem dúvida ela ocorreu em minha cabeça infantil. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Por anos e anos, essa bobagem esteve presente, exercendo uma influência constante sobre a minha consciência. Dessa forma, por quase toda a minha vida vi a inteligência como uma coisa contida, uma coisa limitada. A ênfase não estava no abrir-se para uma realidade infinita (o que é, de fato, a Inteligência), mas sim o eterno e custoso processo de acumular conhecimento. A inteligência, sobre esse aspecto, não seria nada mais do que o ajuntamento de informações, fatos, fórmulas. Mas a Inteligência não é apenas isso, embora passe por isso.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SXXyPQ4-qvI/AAAAAAAAAL0/jkA3XHEmbKM/s1600-h/escada+espiral.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 278px; height: 208px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SXXyPQ4-qvI/AAAAAAAAAL0/jkA3XHEmbKM/s320/escada+espiral.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293403281089800946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;A Inteligência é a percepção d&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;a realidade tal como ela é, no momento em que a consci&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;ência&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt; a &lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;percebe.&lt;/b&gt; E isso não é coisa que pode ser medida ou quantificada. O máximo que um teste de QI pode fazer por você é determinar a sua capacidade de análise lógica. Por mais alto que seja o seu, isso não significa que você tem uma grande capacidade de apreender a realidade tal como ela é, mas apenas que você possui uma boa capacidade de raciocínio, que não passa de um instrumento da mente para compreender abstratamente a realidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Vivemos em tempos estranhos. A ignorância é tomada como conhecimento, e a burrice como inteligência. O “cientificismo”, por exemplo, prega abertamente que o ser humano deve, de agora em diante, ter  todas as suas ações pautadas pela ciência. Essa é uma das maiores boçalidades da cultura moderna. Oras, que é Ciência? Pode qualquer ciência ser mais do que o estudo de um recorte minúsculo da realidade? Pode essa série de recortes da realidade substituir a realidade mesma? Evidente que não, mas muita gente acredita nisso. Assim, nada que não foi “cientificamente comprovado” existe. Oras, então TUDO pode ser “cientificamente provado”? TUDO pode ser analisado em laboratório, obedecendo a padrões científicos? Todos os fenômenos podem ser analisados cientificamente e, mesmo que isso fosse possível, existiria tempo para tanto, visto que a realidade é infinita? Se não há tempo para isso, como é que as vidas humanas podem ser pautadas pela ciência?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SXXyxTjukYI/AAAAAAAAAL8/Dr0lpWxeI1Q/s1600-h/18072008olho_f_006.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 239px; height: 167px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SXXyxTjukYI/AAAAAAAAAL8/Dr0lpWxeI1Q/s320/18072008olho_f_006.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293403865921524098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Basta uma meia dúzia de perguntas para botar o “cientificismo” por terra, e com ele uma legião de cientistas e pseudo-filósofos que negam o sobrenatural, o metafísico (entre eles, Emanuel Kant e os positivistas). A ignorância da realidade metafísica é tomada como conhecimento da inexistência dela e, mais do que isso, como dogma inquestionável de que ela não existe. Nessa patacoada está boa parte da comunidade acadêmica, científica, os ateus e os materialistas. E isso tudo é um legado das “Luzes”, da “Razão”, da Modernidade orgulhosa de sua própria ignorância.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;A Transcendência, que é o fundo de nossas vidas, é extirpada das consciências, como se tira um tumor. Na verdade, ela não é extirpada, mas as pessoas simplesmente fazem um esforço tremendo para assim acreditar, afinal de contas, ter uma religião, uma espiritualidade, acreditar que Deus existe, tudo isso não passa de superstição, de charlatanismo, de “auto-engano”. Uns poucos “iluminados” acredita&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SXXzVBOWG1I/AAAAAAAAAME/DAxm9Cf464E/s1600-h/sonho-de-liberdade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 217px; height: 207px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SXXzVBOWG1I/AAAAAAAAAME/DAxm9Cf464E/s320/sonho-de-liberdade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293404479475293010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;m piamente que são mais espertos do que gerações e gerações e gerações de pessoas de todas as culturas do planeta. E os avanços da técnica científica e da tecnologia ajudam a camuflar essa terrível bobagem, fazendo essas pessoas acreditarem que existe alguma relação de causa e efeito entre o avanço científico e o abandono da Transcendência. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;O “eu”, o “penso, logo existo” não pode ser o fundamento último da realidade. Se o “eu” fosse a base última de tudo o que existe, então cada um de nós viveria em realidades desconexas, sem a menor possibilidade de comunicação, de diálogo. Você realmente acha que este texto que agora escrevo foi uma criação da sua mente? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;A Modernidade legou poder total ao “eu” e logo em seguida teve esse mesmo “eu” massacrado por uma série de teorias psicológicas criadas por ela própria (psicanálise, behaviorismo, etc). O “eu” foi erguido às alturas e logo em seguida reduzido à miséria. Não se pode dizer que não o fez por merecer. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23329118-5522026236511015602?l=lendoomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lendoomundo.blogspot.com/feeds/5522026236511015602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23329118&amp;postID=5522026236511015602&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/5522026236511015602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/5522026236511015602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lendoomundo.blogspot.com/2009/01/sobre-inteligncia.html' title='Sobre a Inteligência'/><author><name>Gustavo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16747433311167203490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLTY8bR8FI/AAAAAAAAAJs/BDTp1jB4ec4/S220/082108175107.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SXXyAacH4cI/AAAAAAAAALs/9pTuif6dOys/s72-c/vela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23329118.post-5510413487261797415</id><published>2008-10-13T01:20:00.010-03:00</published><updated>2008-12-06T03:05:44.662-02:00</updated><title type='text'>A Defesa do Capitalismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLV3SraF0I/AAAAAAAAAKU/56R_P3d-WXA/s1600-h/capitalism.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256498860978214722" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 190px; cursor: pointer; height: 190px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLV3SraF0I/AAAAAAAAAKU/56R_P3d-WXA/s320/capitalism.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como vivemos em um ambiente cultural essencialmente esquerdista, uma das coisas estranhas com que os dissidentes têm que conviver é a idéia de que quem defende o sistema econômico capitalista só pensa em dinheiro e é insensível aos problemas da pobreza e da miséria. Talvez isso possa ser verdade para um ou outro empresário que, desconhecendo por completo as histórias do comunismo e da formação do capitalismo, deseja apenas enriquecer utilizando-se dos instrumentos de que dispõe em uma economia de livre-mercado. Muitos deles, inclusive, apóiam alegremente candidatos com propostas comunistas ao mais leve sinal de vantagem imediata, desconhecendo o próprio risco que correm em um futuro nem sempre tão distante – e é exatamente o que ocorre atualmente no Brasil. &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt; text-align: justify;"&gt;No entanto, para a nova direita intelectual em formação no país, defender o capitalismo não tem absolutamente nada a ver com insensibilidade à pobreza ou a defesa de lucros pessoais. Ao contrário, assumem a defesa do capitalismo porque sabem, ao contrário dos comunistas, que &lt;i&gt;não existe fórmula mágica para acabar com a miséria&lt;/i&gt;, e que a melhor forma de gerar riqueza é o sistema do livre-mercado. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt; text-align: justify;"&gt;Isso não é uma questão de opinião. Em nosso país, perdeu-se quase que por completo a noção de verdade: muitas pessoas não conseguem distinguir mais entre o que é uma opinião e o que é um fato. Você diz: “O presidente Lula assinou em 2001 um manifesto de solidariedade às FARC, dizendo ser ‘terrorismo de Estado’ o que o governo da Colômbia faz para dizimá-las”. Isso é um fato, por mais que tenha sido praticamente esquecido pela mídia. Aí vem o interlocutor e diz: “Não concordo com a sua opinião”. Mas a opinião&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SToG-XRwoAI/AAAAAAAAAK4/HCb66rxmW70/s1600-h/capitalismisdead.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 202px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SToG-XRwoAI/AAAAAAAAAK4/HCb66rxmW70/s320/capitalismisdead.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276537581888118786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; nem foi dada ainda! Este tipo de episódio exemplifica bem o estado das coisas. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt; text-align: justify;"&gt;Mas, voltando ao capitalismo. Nunca antes, em toda a história da humanidade, houve um número tão grande de pessoas que gozassem não só de boa alimentação diária, mas também de uma série de confortos impossíveis até mesmo a reis e imperadores de outrora. O próprio fato da população ter crescido exponencialmente com o advento do capitalismo devia ser necessário para que qualquer pessoa em sã consciência pudesse chegar à conclusão de que este sistema é bom e benéfico ou, pelo menos, é infinitamente superior aos anteriores. A população não cresceu porque os operários estressados, tadinhos, passaram a transar mais com suas esposas e a gerar mais filhos, como a nossa professorzinha semi-analfabeta da quarta série pode ter nos contado. A verdade é que, com o advento das fábricas e da eficiência proporcionada pela divisão do trabalho, uma &lt;i&gt;legião &lt;/i&gt;de crianças que simplesmente pereceria por falta de insumos básicos tiveram uma chance de viver. Ainda que para que isso tivessem que trabalhar na insalubridade das primeiras fábricas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt; text-align: justify;"&gt;Não, não é nada bonito que crianças tenham que trabalhar para garantir a própria sobrevivência. Mas será que é mais bonito deixar elas perecerem por não ter outra alternativa? Não, não estou defendendo o uso de mão-de-obra infantil. Estou apenas desmistificando um dos maiores mitos anti-capitalistas – e dizendo que as crianças que trabalharam no início da Revolução Industrial o fizeram simplesmente porque não tinham outra alternativa. A outra alternativa seria morrer. Elas não morreram, e a população explodiu. Sim, a vida não é uma maravilha, mas é o que é. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt; text-align: justify;"&gt;Ao contrário do que gritam nossos estudantes e a elite “intelequitual” brasileira, o capitalismo é também o &lt;i&gt;único&lt;/i&gt; sistema em que é &lt;i&gt;impossível&lt;/i&gt; enriquecer honestamente sozinho: se você enriquece montando um negócio, &lt;i&gt;obrigatoriamente&lt;/i&gt; leva progresso e emprego para onde a sua empresa for. Não dá pra fugir dessa regra. E essa é justamente a melhor forma de se combater a pobreza: levar emprego e dignidade às pessoas. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt; text-align: justify;"&gt;Sim, no capitalismo haverá sempre o “problema” da desigualdade social. Mas é importante notar, e isso talvez um esquerdista nunca consiga entender, que a desigualdade não é um problema por si só: a &lt;i&gt;pobreza &lt;/i&gt;é que é um problema. Divulga-se muito que a globalização aumentou a desigualdade entre ricos e pobres no mundo, mas o que costuma ser esquecido é que a pobreza &lt;i&gt;também &lt;/i&gt;diminuiu, e muito, nesse período. Ou seja, pobreza e desigualdade social são duas coisas distintas: os ricos podem ficar cada vez mais ricos, &lt;i&gt;ao mesmo tempo&lt;/i&gt; em que os pobres ficam menos pobres. O fato de que aumenta a distância social dos mais abonados em relação aos menos não quer dizer que os menos também não estejam melhorando sua situação. Na verdade, o que acontece é exatamente isso: nos lugares onde há maiores fortunas pessoais, como nos Estados Unidos, por exemplo, é onde a população goza de melhor nível médio de vida. Também foi isso o que aconteceu no Brasil, durante o chamado “milagre econômico”. A esquerda gosta de salientar o “agravamento das desigualdades”, mas o fato é que o “milagre” tirou 30 milhões de brasileiros da linha da miséria.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt; text-align: justify;"&gt;A este primeiro fato – o da melhoria considerável da qualidade de vida que o processo de industrialização trouxe e traz, fato este que nem os marxistas ortodoxos negam - é necessário juntar também o fato de que &lt;b&gt;todos&lt;/b&gt; os países que adotaram o planejamento total da economia fracassaram. Isso não é &lt;b&gt;de maneira alguma &lt;/b&gt;uma “deturpação da idéias originais” de Karl Marx, mas sim tentativas de aplicar essas idéias à realidade, tal como formuladas por ele. No Brasil, é muito comum ouvir-se que o socialismo não deu certo porque “não foi aplicado direito”, ou porque “as pessoas ainda não estão preparadas para isso”. Balela. O socialismo está errado desde o início, desde a sua concepção. Desde os seus conceitos fundamentais – "mais-valia", "valor intrínseco da mercadoria", "luta de classes como motor da história", etc. Está errado em considerar que todas as pessoas são iguais e deveriam ganhar por igual, está errado em desprezar as diferenças fundamentais dos seres humanos e, por fim, está &lt;b&gt;redondamente&lt;/b&gt; errado em achar que a &lt;b&gt;engenharia social&lt;/b&gt; pode resolver os problemas materiais E espirituais do homem.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt; text-align: justify;"&gt;Uma vez que abandonamos a proposta comunista, tanto por seus graves erros intrínsecos (teóricos, não explicados neste artigo) quanto pela constatação óbvia de seu fracasso enquanto experiência histórica, e descartando também os demais sistemas totalitários e/ou utópicos, não nos resta outra coisa senão aceitar o capitalismo como o melhor sistema econômico possível e trabalhar na intenção de aperfeiçoá-lo e encontrar e suprir as suas lacunas. E isso definitivamente não acontecerá em algum esdrúxulo “meio termo entre o socialismo e o capitalismo” – que sempre resulta em inchaço do Estado, ineficiência e corrupção – e é &lt;i&gt;exatamente&lt;/i&gt; o que ocorre no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt; text-align: justify;"&gt; O mais adequado seria adotar um sistema liberal, com a maior liberdade de mercado possível. Isso significa menos impostos, menos regulação, menos interferência do governo na economia, privatização de empresas, extinção de subsídios e menos "benefícios sociais". Esta é a fórmula do desenvolvimento, já parcialmente experimentada pelas grandes economias do planeta, inclusive a da China, que é politicamente comunista. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt; text-align: justify;"&gt;No mais, tenho plena consciência do quanto é impopular e politicamente incorreto ser a favor de “tão vil e explorador sistema” por essas terras. No entanto, na minha escala de valores,  a “Verdade” se encontra acima da “aceitação social”. E, sendo jornalista, não posso deixar de divulgar o que vejo claramente como sendo a verdade, quer gostem ou não, concordem ou não. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23329118-5510413487261797415?l=lendoomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lendoomundo.blogspot.com/feeds/5510413487261797415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23329118&amp;postID=5510413487261797415&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/5510413487261797415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/5510413487261797415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lendoomundo.blogspot.com/2008/10/defesa-do-capitalismo.html' title='A Defesa do Capitalismo'/><author><name>Gustavo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16747433311167203490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLTY8bR8FI/AAAAAAAAAJs/BDTp1jB4ec4/S220/082108175107.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLV3SraF0I/AAAAAAAAAKU/56R_P3d-WXA/s72-c/capitalism.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23329118.post-3799532361138941960</id><published>2008-07-15T21:55:00.025-03:00</published><updated>2008-08-04T00:53:44.962-03:00</updated><title type='text'>Os 50 anos da Imigração Japonesa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZ2pyd3fMI/AAAAAAAAAIA/3MZPz3Sw5xQ/s1600-h/Juscelino+e+Heitor.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZ2pyd3fMI/AAAAAAAAAIA/3MZPz3Sw5xQ/s320/Juscelino+e+Heitor.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230498477531167938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No dia 18 de junho de 1908, o navio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Kasato&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Maru&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; aport&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;v&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;em&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Santos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; trazendo os primeiros japoneses a pisar em terras tupi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;niquins&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;. Com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; eles,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; novos costumes, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;novas técni&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;agrícolas e uma filosofia de vida b&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aseada no&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;s valor&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;es da cortesia, do&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; esforço e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; da d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;isciplina. 50 anos mais tarde, os imigrantes japoneses, já respeitados por sua produtividade e pelas inovações&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; que trouxeram à agricultura brasileira&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;, s&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o convidados a cultivar as terras que abasteceriam de alimento&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;s a futura Capital Federal. A con&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vit&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e de Israel Pinheiro, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dire&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tor da NOVACAP - companhia urbanizadora de Brasí&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lia &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;– &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cinco famílias nipônicas deixam Goiânia para tent&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; a sorte no meio do nada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZda0-4LyI/AAAAAAAAAGQ/CJBrqXiqOZc/s1600-h/DSC_0011.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 274px; height: 182px;" src="http://bp3.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZda0-4LyI/AAAAAAAAAGQ/CJBrqXiqOZc/s320/DSC_0011.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230470732717764386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Ua&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;, se a terra fosse boa, n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; pr&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ecisava de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; japonês”.&lt;/span&gt; Foi assim que Israel Pinheiro respondeu Yasutaro Kanegae, patriarca de uma das famílias que aceitaram o desafio de trazer fertilidade à aridez do solo do cerrado. Sobrevoando o Planalto Central de helicóptero, os dois procuravam o melhor lugar para instalar a primeira colônia agrícola do Distrito Federal, no início de 1957. Mas a visão da vegetação seca e retorcida não agradou muito o experiente agricultor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Apesar de todas as dificul&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZ0RZO4DUI/AAAAAAAAAHw/gJtuomGFAQY/s1600-h/DSC_0025.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZ0RZO4DUI/AAAAAAAAAHw/gJtuomGFAQY/s320/DSC_0025.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230495859417288002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;dades, as famílias Kanegae, Hayakawa, Ogawa, Ikeda e Ofuji instalam-se na área hoje conhecida como Riacho Fundo, próxima ao Núcleo Bandeirante – local onde morava parte dos construtores de Brasília. De lá para cá, mais três colônias foram fundadas por japoneses e seus descendentes: Núcleo Bandeirante, Vargem Bonita e Brazlândia. Hoje, Brasília não só é auto-suficiente na produção de hortaliças, mas também as exporta para outros estados, boa parte devido à contribuição desses imigrantes. &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;“Japonês nã&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;o tem preguiça”&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Dona Fumiko Kanegae, viúva de Yasutaro, é uma prova viva da persistência, disciplina e solicitude nipônicas. Aos 88 anos, a simpática senhora acorda todos os dias às 5 da manhã e vai trabalhar em sua chácara: capina o terreno de dia e pesca depois do almoço. “Japonês trabalha muito, não tem preguiça” - diz - “Deus me deu saúde, então tenho que trabalhar”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Sua dedicação já lhe rendeu uma série de prêmios e honrarias do governo do DF, entre elas as medalhas de “Honra ao Mérito”, “Mérito Alvorada” e “Ordem do Mérito Brasília”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZ1uJgI9WI/AAAAAAAAAH4/GGvRO7Vj16M/s1600-h/DSC_0046b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 238px; height: 177px;" src="http://bp0.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZ1uJgI9WI/AAAAAAAAAH4/GGvRO7Vj16M/s320/DSC_0046b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230497452922565986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Do ventre de dona Fumiko nasceu Heitor, o primeiro nissei – filho de japoneses – nascido em terras candangas. Seu padrinho, ninguém menos que o presidente Juscelino Kubitschek. O batismo foi no próprio sítio dos Kanegae, com direito a churrasco com “toda a japonesada”. Heitor conta que não teve muito convívio com o padrinho por conta da trajetória política de JK – exilado voluntariamente após o golpe de 64.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Dona Fumiko se diverte contando que, ao entregar a primeira colheita de sua família ao presidente, ele teria ficado muito feliz e dito: “Pode chamar mais japoneses!”. Hoje, os 23 hectares da chácara dos Kanegae produzem cerca de uma tonelada de folhagem por dia, metade destinada ao consumo do DF e metade exportada para Manaus.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;Começo difícil&lt;/b&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZp6u32jeI/AAAAAAAAAGo/My9IjCEc0Sw/s1600-h/imigrantes+na+lavoura.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 277px; height: 141px;" src="http://bp0.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZp6u32jeI/AAAAAAAAAGo/My9IjCEc0Sw/s320/imigrantes+na+lavoura.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230484474973031906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Quem vê os olhos brilhantes e o sorriso fácil da matriarca dos Kanegae nem imagina o sofrimento pelo qual ela já passou. Dona Fumiko trabalha desde que deixou o Japão, aos 9 anos de idade, e nunca teve a oportunidade de estudar. Além do trabalho duro, as diferenças culturais e de língua eram apenas mais algumas das dificuldades enfrentadas pelos primeiros imigrantes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;A comida era estranha. Acostumados a uma alimentação leve e frugal, os japoneses penaram para tolerar a comida gordurosa e temperada oferecida por seus patrões. Houve até quem morresse de fome por não agüentar comer o que era oferecido. “Em Bauru eles nos davam pão com mortadela pra comer, mas a gente comia só o pão” – conta Fumiko.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZtT20sQ4I/AAAAAAAAAHA/UitFOFZSPcE/s1600-h/getulio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 280px; height: 209px;" src="http://bp3.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZtT20sQ4I/AAAAAAAAAHA/UitFOFZSPcE/s320/getulio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230488205138871170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas o golpe mais duro contra a comunidade nipônica foi durante a Segunda Guerra Mundial, no governo de Getúlio Vargas. Por serem filhos de um país inimigo, os nipo-brasileiros, que nada tinham a ver com o conflito, sofreram toda sorte de perseguições e humilhações. Suas escolas foram fechadas, suas manifestações culturais, proibidas. A discriminação racial, que sempre estivera presente, voltava com tudo. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;Shindo Renmei&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;O fim da Segunda Guerra trouxe uma situação inédita: nunca antes, em toda a sua história, o Japão havia perdido um conflito armado em seu território. No Brasil, privada da leitura de jornais em japonês desde 1941, a comunidade nipo estava confusa. Vendo na possível vitória de seu país a única solução para as agruras que enfrentavam, um grupo cad&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZsKHFIxnI/AAAAAAAAAGw/myAEohZW9qY/s1600-h/colonia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 280px; height: 211px;" src="http://bp0.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZsKHFIxnI/AAAAAAAAAGw/myAEohZW9qY/s320/colonia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230486938192496242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a vez maior de japoneses passou a alimentar a idéia de que o Japão havia, na verdade, vencido a guerra, e que as notícias da derrota não passavam de propaganda norte-americana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Assim, os kachigumi, ou “vitoristas”, fundaram a Shindo Renmei, a “Liga do Caminho dos Súditos”, com o objetivo de combater os makegumi, ou “derrotistas” – aqueles que acreditavam na derrota nipônica. Por considerarem os makegumi “traidores da pátria”, os integrantes da Shindo Renmei depredavam suas plantações e os ameaçavam de morte. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Aterrorizada, a maior parte da colônia aderiu ao movimento. Aos “corações sujos”, como eram chamados os supostos traidores, era oferecido o suicídio ritual como forma de “lavar a alma” – resquício da tradição do haraquiri dos samurais. De março de 1946 a janeiro de 1947, quando o movimento foi desmantelado, 23 imigrantes japoneses foram assassinadas pelos “vitoristas”. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;Outros tempos&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZub0p7vMI/AAAAAAAAAHI/6IeyVTn8rlc/s1600-h/Flores_0179.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 301px; height: 205px;" src="http://bp2.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZub0p7vMI/AAAAAAAAAHI/6IeyVTn8rlc/s320/Flores_0179.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230489441507458242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Passados mais de 10 anos do fim dos conflitos, outra era a situação dos nipo-brasileiros que chegavam à futura capital. Convidados diretamente pelo braço direito do Presidente na aventura da construção de Brasília, o maior desafio dos recém-chegados era mesmo domar as terras arredias do cerrado. Vencidos os desafios, os japoneses e seus descendentes encontraram no Planalto Central um lugar ideal para se desenvolver, tanto material como culturalmente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;A comunidade de Vargem Bonita é um exemplo disso. Apesar das chácaras de tamanho reduzido - 4 hectares - a agricultura ainda é a principal fonte de sustento. Mas é na prática das tradições que a vila se destaca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Atualmente, a Associação Cultural e Esportiva de Va&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZvpPUp91I/AAAAAAAAAHQ/b-qLSEUHAJE/s1600-h/Taiko_0145.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 286px; height: 190px;" src="http://bp1.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZvpPUp91I/AAAAAAAAAHQ/b-qLSEUHAJE/s320/Taiko_0145.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230490771515897682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;rgem Bonita promove aulas de língua japonesa, karate, kendo, taiko e odori. “Kendo” é um esporte baseado na esgrima dos samurais; “taiko” é o nome japonês para tambor e “odori”, uma dança típica. Além dessas atividades, também são praticados dois esportes típicos: softball – versão mais leve do baseball – e gate ball – espécie de pólo, preferido pelos mais velhos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Existem cerca de 2.200 famílias de japoneses e seus descendentes vivendo no Distrito Federal, 47 em Vargem Bonita. Boa parte delas preocupada em manter vivas algumas das tradições de seus ancestrais.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 27pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZw0Yho9UI/AAAAAAAAAHY/1geamlGYLXM/s1600-h/Hiromi+e+filho_0194.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZw0Yho9UI/AAAAAAAAAHY/1geamlGYLXM/s320/Hiromi+e+filho_0194.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230492062476465474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b style=""&gt;O Caminho de Volta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;A recuperação econômica do Japão após a Segunda Guerra provocou um fato inusitado: os descendentes dos japoneses que vieram ao Brasil há 100 anos atrás começaram a voltar ao país de seus antepassados em busca da mesma coisa: trabalhar, ganhar dinheiro e voltar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Mas, ao contrário dos primeiros imigrantes japoneses, enganados pelo governo com promessas de riqueza fácil, os dekasseguis – como ficaram conhecidos esses novos imigrantes – encontraram no Japão o que esperavam: empregos monótonos e repetitivos que, no entanto, pagavam muito bem.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Nelson Uema, morador de Vargem Bonita, foi um deles. Em menos de 8 anos trabalhando cerca de 12 horas por dia em um robô da Toshiba, voltou ao Brasil com um patrimônio de 200 mil dólares. O contrapeso foi que, nesse tempo, não fez nada além de trabalhar: “Eu perdi a minha j&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZxtqd7zYI/AAAAAAAAAHg/REkaw7leeNE/s1600-h/Nelson+e+esposa_0206.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 247px; height: 164px;" src="http://bp1.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZxtqd7zYI/AAAAAAAAAHg/REkaw7leeNE/s320/Nelson+e+esposa_0206.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230493046545304962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uventude nisso, às vezes nem sabia quando era noite e quando era dia”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Atualmente, os brasileiros são a terceira maior colônia de estrangeiros no Japão, atrás apenas dos chineses e coreanos: cerca de 300 mil pessoas. Já a maior colônia japonesa fica aqui, no Brasil, com 1,5 milhão de japoneses e descendentes.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 27pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;Kasato Maru&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZyRZ_sepI/AAAAAAAAAHo/lIpQFk17zg0/s1600-h/Kasato_maru.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 261px; height: 181px;" src="http://bp1.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZyRZ_sepI/AAAAAAAAAHo/lIpQFk17zg0/s320/Kasato_maru.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230493660598794898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O navio Kasato Maru, que trouxe os primeiros imigrantes japoneses ao Brasil, tem uma história peculiar. O vapor de 6 toneladas foi fabricado na Inglaterra, em 1899, e comprado pela Rússia em 1900, com propósitos militares. Em 1904, com a eclosão da guerra russo-japonesa, é usado como navio-hospital e afundado por cinco torpedeiros nipônicos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Recuperado do fundo do mar e restaurado, passou a servir a Marinha Imperial do Japão como transportador. Em 1906 leva imigrantes para o Havaí, em 1907, para México e Peru e, em 1908, para o Brasil. Em 1930 é convertido em navio pesqueiro e, durante a Segunda Guerra, é transformado em navio cargueiro, sendo afundado em 1945, durante um ataque aéreo norte-americano.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fotos 3, 4, 8, 9, 10 e 11 tiradas por Tito Barros. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23329118-3799532361138941960?l=lendoomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lendoomundo.blogspot.com/feeds/3799532361138941960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23329118&amp;postID=3799532361138941960&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/3799532361138941960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/3799532361138941960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lendoomundo.blogspot.com/2008/07/os-50-anos-da-imigrao.html' title='Os 50 anos da Imigração Japonesa'/><author><name>Gustavo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16747433311167203490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLTY8bR8FI/AAAAAAAAAJs/BDTp1jB4ec4/S220/082108175107.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Y9GYstu66o8/SJZ2pyd3fMI/AAAAAAAAAIA/3MZPz3Sw5xQ/s72-c/Juscelino+e+Heitor.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23329118.post-3725372724975111758</id><published>2008-06-25T22:15:00.006-03:00</published><updated>2008-06-29T20:31:37.682-03:00</updated><title type='text'>Hitler não era de direita</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SGL0W5ImbCI/AAAAAAAAAFo/rKCzP2iPUVE/s1600-h/heil+hitler.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 256px; height: 173px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SGL0W5ImbCI/AAAAAAAAAFo/rKCzP2iPUVE/s320/heil+hitler.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215999992579648546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Entre as muitas mentiras inventadas pela esquerda para denegrir a imagem de seus adversários, está a de que o&lt;br /&gt;regime de Adolf Hitler, o Nazismo, era um regime “de direita”. Muito popular no Brasil, esse dito não poderia estar mais distante da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, lembremos que o significado mesmo da palavra “Nazismo” é “Nacional Socialismo” (em alemão, Nationalsozialismus). Hitler costumava dizer que ele é que sabia o significado do verdadeiro socialismo, e não é à toa que o regime de governo preconizado por Karl Marx fez parte do nome de seu partido. Vejamos o que ele mesmo disse sobre isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“'Nós somos socialistas, nós somos inimigos do atual sistema econômico capitalista para a exploração dos economicamente fracos, com seus salários injustos, com sua indecorosa avaliação do ser humano de acordo com a riqueza e a propriedade em vez de sua responsabilidade e desempenho, e nós estamos todos determinados a destruir esse sistema sob todas as condições.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SGLyLaq3e4I/AAAAAAAAAFY/uFMyrE2DdAk/s1600-h/hitler+na+banheira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 272px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SGLyLaq3e4I/AAAAAAAAAFY/uFMyrE2DdAk/s320/hitler+na+banheira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215997596400057218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se tomarmos o regime socialista – uma ditadura em que a elite política controla os meios de produção, prometendo com isso um futuro paradisíaco - como “esquerda”, ou “extrema-esquerda”, é inconcebível que na outra ponta se encontre outro regime opressor e totalitário como o nazismo. O extremo oposto do socialismo há de ser um regime livre, a democracia, com a maior liberdade de mercado possível, o liberalismo. Ou seja, nada mais “ultra-direita” do que uma democracia liberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a política econômica de Hitler era o exato oposto disso: na Alemanha nazista simplesmente não existia iniciativa privada. Toda economia estava na mão de burocratas que decidiam o que seria produzido e em que quantidade, onde comprar matérias-primas e quanto pagar por elas, a quem vender os produtos e a que preço. Os trabalhadoras não tinham poder de escolher onde trabalhar, e os seus salários eram decretados pelo governo. Nada poderia estar mais distante de uma economia liberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamar Hitler de direitista porque ele inicialmente perseguiu &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SGLxjDkcakI/AAAAAAAAAFQ/7wkk0m-TeLQ/s1600-h/Hitler+emo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 230px; height: 253px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SGLxjDkcakI/AAAAAAAAAFQ/7wkk0m-TeLQ/s320/Hitler+emo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215996903004334658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;os comunistas é igualmente desonesto, uma vez que a sua perseguição incluía também judeus, gays, liberais e até mesmo socialdemocratas, o que deixa claro que o seu objetivo não era outro senão a conquista total do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma avaliação muito mais justa e honesta é considerar tanto o Nazismo como Comunismo sistemas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;revolucionários &lt;/span&gt;cujo objetivo é derrubar completamente a ordem social vigente e estabelecer outra em seu lugar, exatamente como foi feito na Alemanha e em todo país socialista. Mas as semelhanças não terminam por aí. Ambos os sistemas apelam ao coletivismo, à união das pessoas em torno de um líder, visando uma suposta causa maior. Aos discordantes, nada menos do que prisão, fome, tortura e morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que se pode pensar, os “campos de concentração” nunca foram exclusividade nazista. Também o governo soviético mantinha os seus “gulags”: campos de trabalho forçado, onde, como na Alemanha, morreram milhões. E isso ainda hoje é realidade na Coréia do Norte, segundo fotos tiradas de satélites e relatos de milhares de coreanos que conseguem fugir do regime de Kim Jong Il.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SGL1M4aDj2I/AAAAAAAAAFw/0hYCE1eMz2E/s1600-h/hitler+is+dead.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 177px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SGL1M4aDj2I/AAAAAAAAAFw/0hYCE1eMz2E/s320/hitler+is+dead.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216000920097361762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por fim, o seguinte trecho de discurso do Führer escancara as semelhanças entre os dois sistemas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há mais do que nos une ao bolchevismo do que nos separa dele. Há, acima de tudo, um sentimento genuinamente revolucionário, que está vivo em todo o lugar na Rússia. Eu sempre considerei essa circunstância, e dei ordens para que ex-comunistas sejam admitidos no Partido imediatamente. A pequena burguesia socialdemocrata e os sindicalistas nunca serão um nacional-socialista, mas o comunista sempre será.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23329118-3725372724975111758?l=lendoomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lendoomundo.blogspot.com/feeds/3725372724975111758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23329118&amp;postID=3725372724975111758&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/3725372724975111758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/3725372724975111758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lendoomundo.blogspot.com/2008/06/hitler-no-era-de-direita.html' title='Hitler não era de direita'/><author><name>Gustavo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16747433311167203490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLTY8bR8FI/AAAAAAAAAJs/BDTp1jB4ec4/S220/082108175107.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SGL0W5ImbCI/AAAAAAAAAFo/rKCzP2iPUVE/s72-c/heil+hitler.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23329118.post-4267874679301924961</id><published>2007-05-04T19:37:00.000-03:00</published><updated>2007-08-09T19:03:48.196-03:00</updated><title type='text'>You Tube underground</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 27pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Vídeos &lt;/span&gt;&lt;i style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;trash&lt;/i&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; e alternativos dominam a produção brasiliense no portal&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 27pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rju3yPWy2sI/AAAAAAAAACQ/LBvHf91ZWGU/s1600-h/Cena+de+Ã+Nois+V.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060840680024365762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rju3yPWy2sI/AAAAAAAAACQ/LBvHf91ZWGU/s320/Cena+de+%C3%89+Nois+V.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Brasília sempre teve uma vocação para o &lt;i&gt;trash&lt;/i&gt;. O legado do bombeiro e cineasta Afonso Brazza, cultuado por produções como “Inferno no Gama” e “Fuga sem Destino”, persiste. É o que prova a produção brasiliense no maior &lt;i&gt;site&lt;/i&gt; de compartilhamento de vídeos do mundo, o You Tube. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 27pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Tendo uma média de 50 milhões de acessos mensais, o portal virou uma verdadeira febre entre os internautas. Vídeos como “Tapa na Pantera” ou “Fernando Vanucci Bêbado”, com suas dezenas de milhares de acessos, contribuíram muito para a sua popularização no Brasil. O desejo de aparecer ou de divulgar trabalhos e raridades faz com que milhares de brasileiros contribuam com boa parte dos 65 mil vídeos que diariamente são acrescentados.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 27pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Dos produzidos na Capital Federal, destaca-se a produção de microfilmes &lt;i&gt;trash&lt;/i&gt; e underground. &lt;a href="http://http://www.youtube.com/watch?v=C9--cCzCR7M"&gt;“Demência”&lt;/a&gt; é um deles. Trata-se de um projeto experimental do ator Lauro Montana, que interpreta as divagações de um personagem em plena catarse emocional contra a hipocrisia da sociedade. A atuação de Montana é tão convincente que um dos visitantes do site confundiu a ficção com a realidade e, sentindo-se ofendido, mandou uma mensagem agressiva ao ator. Lauro diz não se importar com esse tipo de coisa: “Já me chamaram de fascista, de machista, de tanto ‘ista’, mas eu já esperava que isso acontecesse. Não me enchendo o saco enquanto eu tiver tomando a minha skol, tá de boa”.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 27pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Vencedor do kikito de melhor ator no Festival de Gramado de 2005 com o filme “Seqüestramos Augusto Cezar”, Montana utiliza o You Tube como forma de divulgar sua obra. “É uma ótima ferramenta para quem tem trabalhos em vídeo e não dispõe de muita grana para divulgá-los” – diz - “é uma televisão seletiva, o melhor instrumento de divulgação pra quem não curte muito a TV aberta”.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/RmTKtOSHtII/AAAAAAAAACg/l68Seg2ZOV8/s1600-h/CÃºCÃ£o+Filmes+-+18+de+agosto+de+2006+-+EdÃ&amp;shy;lson+Rodrigues.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072401958603043970" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; CURSOR: pointer" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/RmTKtOSHtII/AAAAAAAAACg/l68Seg2ZOV8/s320/C%C3%BAC%C3%A3o+Filmes+-+18+de+agosto+de+2006+-+Ed%C3%ADlson+Rodrigues.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 27pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Outro hit brasiliense no You Tube é a série &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=U7gAhHnPHqI"&gt;“É Nóis (It’s We)”&lt;/a&gt; “É Nóis (It’s We)”, composta de 7 microfilmes sobre a saga de Cavalcante e Linhares, dois “tiras” em busca de vingança. No enredo, muitos tiros e violência nas cidades de Tagua York e Gama City, com destaque especial para as legendas em inglês. &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 27pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O primeiro vídeo da série foi produzido para concorrer ao Festival U de 2005 e ganhou o primeiro lugar na eliminatória de Brasília. A partir daí, Luiz “Espalha Lixo” eniversitário do Minuto Fábio “Macumba”, fundadores da CúCão Filmes, resolveram filmar mais dois episódios para exibir para os colegas em cineclubes e listas de e-mail. “Procurávamos um canal de divulgação” – diz Alex Vidigal, um dos integrantes da produtora – “descobrimos o You Tube e resolvemos fazer toda a série para o site”. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 27pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Luiz “Espalha Lixo” ficou muito entusiasmado com o sucesso repentino dos vídeos. Conta que passou a ser parado por fãs nas ruas e a receber convites para fazer videoclipes de banda locais, como a Dissônicos. “Com o You Tube a gente viu que com esforço e dedicação podemos chegar bem mais longe” – comemora. Mais 6 capítulos estão previstos antes da conclusão de “É Nóis”. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 27pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mas nem só de &lt;i&gt;trash&lt;/i&gt; se faz um &lt;i&gt;site&lt;/i&gt;. Muitas são as razões que levam os usuários do You Tube a fazer o &lt;i&gt;upload &lt;/i&gt;de seus vídeos. O estudante de publicidade Vinícius “Rastro” de Almeida, por exemplo, o utiliza para “compartilhar experiências”, no seu caso, manobras de yoyô. Já o educador André Luis aproveita o portal para divulgar suas produções caseiras, entre elas um bizarro videoclipe da música &lt;i&gt;Macho Man&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 27pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/RmTL6-SHtJI/AAAAAAAAACo/V0GQHopDm7g/s1600-h/catedral_rosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072403294337873042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/RmTL6-SHtJI/AAAAAAAAACo/V0GQHopDm7g/s320/catedral_rosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“Catedral Rosa” é outro destaque brasiliense. Trata-se da filmagem de um fato que recebeu pouco destaque na mídia: o “terrorismo cultural” praticado por um grupo anônimo de jovens candangos sobre a Catedral de Brasília. Posicionando filtros rosados sobre os refletores que a iluminam, os jovens fizeram com que o monumento deixasse o seu branco habitual para tornar-se inteiramente rosa por cerca de 3 minutos. “Estamos vendo como foi fácil pintar de rosa o concreto modernista de Niemeyer. Difícil é pintar a rigidez e os valores dos cidadãos contemporâneos” – disse um dos integrantes do movimento no site Mídia Independente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 27pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Os 10 mandamentos para se fazer um filme &lt;i&gt;trash:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;1- Veja todos os filmes de Afonso Brazza&lt;br /&gt;2- Não gaste mais do que 100 reais na produção do filme&lt;br /&gt;3- Contrate maus atores (amigos, vizinhos, primos, etc)&lt;br /&gt;4- Monstros são ótimos coadjuvantes&lt;br /&gt;5- De cada 10 palavras, 8 são palavrões&lt;br /&gt;6- Use e abuse de efeitos especiais de gosto duvidoso&lt;br /&gt;7- Sangue é um elemento indispensável. Quantos mais litros de groselha, melhor&lt;br /&gt;8- Em momentos críticos, lembre-se de fazer rápidos zooms em direção à expressão&lt;br /&gt;das personagens&lt;br /&gt;9- Se for utilizar-se de legendas, providencie para que elas estejam completamente&lt;br /&gt;dessincronizadas do áudio&lt;br /&gt;10- Tudo o que você precisa é de uma câmera na mão e uma idéia sem noção&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;(Texto escrito para a edição impressa do Campus - Jornal laboratório dos estudantes de jornalismo da UnB)&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 27pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23329118-4267874679301924961?l=lendoomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lendoomundo.blogspot.com/feeds/4267874679301924961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23329118&amp;postID=4267874679301924961&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/4267874679301924961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/4267874679301924961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lendoomundo.blogspot.com/2007/05/you-tube-underground.html' title='You Tube underground'/><author><name>Gustavo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16747433311167203490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLTY8bR8FI/AAAAAAAAAJs/BDTp1jB4ec4/S220/082108175107.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rju3yPWy2sI/AAAAAAAAACQ/LBvHf91ZWGU/s72-c/Cena+de+%C3%89+Nois+V.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23329118.post-4791572781675588589</id><published>2007-03-12T06:14:00.000-03:00</published><updated>2007-05-26T21:42:00.461-03:00</updated><title type='text'>Óleo de Banha</title><content type='html'>Pesquisador da UnB desenvolve técnica de produção de combustível a partir de restos de frigoríficos&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/RfUk9r7pdEI/AAAAAAAAAB8/F3-FxxJG8Pg/s1600-h/de+volta+para+o+futuro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 241px; height: 173px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/RfUk9r7pdEI/AAAAAAAAAB8/F3-FxxJG8Pg/s200/de+volta+para+o+futuro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040976000094663746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Marty McFly precisa voltar ao passado para salvar a própria pele, mas o DeLorean está sem combustível. Dr. Bown pega uma lata de lixo e despeja, sem hesitar, o conteúdo dela no tanque do carro. Ficção? Ainda sim, mas a cena de De Volta para o Futuro nunca esteve tão próxima da realidade. Pesquisadores da Universidade de Brasília descobriram um jeito de produzir combustível semelhante ao óleo diesel utilizando restos industriais de frigoríficos. Isso mesmo! Penas de aves, vísceras e miúdos, entre outras nojeiras, agora poderão servir para gerar energia e abastecer caminhonetes e tratores com a vantagem de, assim como o DeLorean, gerar pouca poluição.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 250px; height: 141px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/RfUj4b7pdDI/AAAAAAAAAB0/H1E1D89l6-o/s320/Portal+UnB.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040974810388722738" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;A pesquisa faz parte do projeto “Craqueamento térmico de biomassa derivada de fontes animais e vegetais e da utilização de resíduos agroindustriais”, e é feita pelo mestrando &lt;st1:personname productid="em Qu￭mica Andr￩ Luiz"&gt;em Química André Luiz&lt;/st1:personname&gt; Ferreira dos Santos. Santos recebeu pelo trabalho o primeiro lugar no Prêmio Petrobras de Tecnologia 2006, categoria mestrado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;A geração do biocombustível se dá por meio do processo de craqueamento, que consiste em aquecer o material a uma temperatura de 400ºC. O aquecimento provoca a quebra das moléculas orgânicas e gera óleo, gás carbônico e água. Quanto mais gordurosa for a matéria-prima, melhores os resultados. A miniusina instalada na UnB, a primeira do tipo no país, é capaz de gerar &lt;st1:metricconverter productid="200 litros"&gt;200 litros&lt;/st1:metricconverter&gt; diários de combustível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/RfUnTr7pdFI/AAAAAAAAACE/VYai8590oFk/s1600-h/usina+de+craqueamento+unb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 279px; height: 149px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/RfUnTr7pdFI/AAAAAAAAACE/VYai8590oFk/s200/usina+de+craqueamento+unb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040978577075041362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A principal aplicação do bioóleo seria o de geração de energia elétrica para agrovilas que ainda têm problemas de eletrificação. Com a produção em motores estacionários, essas populações teriam, além da energia elétrica, nova fonte de renda. “Essas pessoas teriam de conseguir restos alimentícios nas grandes indústrias, o que não é caro, para transformar em biodiesel utilizado no transporte e geração de energia elétrica”, explica Santos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;No entanto, ainda não há data para a técnica começar a ser utilizada em larga escala, pois não existe regulamentação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que especifique parâmetros de qualidade para a comercialização do bioóleo. “Já conhecemos a técnica, agora aguardamos uma regulamentação”, diz Paulo Anselmo Ziani Suarez, o coordenador do projeto, que em 2005 recebeu da UNESCO o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia por seu trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;(Texto escrito para a versão impressa do jornal-laboratório dos estudantes de jornalismo da UnB - Campus)&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23329118-4791572781675588589?l=lendoomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lendoomundo.blogspot.com/feeds/4791572781675588589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23329118&amp;postID=4791572781675588589&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/4791572781675588589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/4791572781675588589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lendoomundo.blogspot.com/2007/03/leo-de-banha.html' title='Óleo de Banha'/><author><name>Gustavo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16747433311167203490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLTY8bR8FI/AAAAAAAAAJs/BDTp1jB4ec4/S220/082108175107.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/RfUk9r7pdEI/AAAAAAAAAB8/F3-FxxJG8Pg/s72-c/de+volta+para+o+futuro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23329118.post-7978581408463538444</id><published>2007-02-10T03:05:00.000-02:00</published><updated>2007-07-18T05:25:19.172-03:00</updated><title type='text'>Massacre na Capital</title><content type='html'>Esse texto foi escrito para a versão on line do jornal Campus, produzido pelos alunos de jornalismo da UnB (http://www.fac.unb.br/campusonline/action/view/home.php). Em seguida, entrevista que fiz com os caras logo depois do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Banda massacration faz show no Centro Comunitário da UnB&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1UiLtGbLI/AAAAAAAAAAM/c79DuA-RjuA/s1600-h/massacration2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1UiLtGbLI/AAAAAAAAAAM/c79DuA-RjuA/s320/massacration2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029769305076952242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Massacration não é uma banda de metal como outra qualquer. Formada pelos cinco integrantes do programa humorístico “Hermes e Renato”, a banda é uma clara sátira ao estrelismo do mundo do heavy metal. Seus membros usam jaquetas de couro, calças apertadas e spikes - como qualquer banda de metal que se preze -, além, é claro, das inconfundíveis perucas. Músicas como “Feel The Fire... From Barbecue” e “Metal Glu-Glu”, a última com participação especial de Serginho Mallandro, dão uma pequena idéia de sua tônica. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Mas quando se trata de animar a galera, eles põem pra quebrar. E foi isso o que aconteceu no último sábado (27) no Centro Comunitário da UnB. Detonator, o vocal, Blond Hammet, guitarrista virtuose, Metal Avenger, baixista e Jimmy “The Hamer”, batera, tocaram para uma enlouquecida platéia de mais de mil pessoas. Infelizmente Headmaster não pôde tocar sua guitarra, pois estava com o dedo quebrado.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1XwbtGbMI/AAAAAAAAAAU/VVuKMC0AqXo/s1600-h/show+massacration+094.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1XwbtGbMI/AAAAAAAAAAU/VVuKMC0AqXo/s320/show+massacration+094.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029772848424971458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cinco outras bandas se revezaram no palco antes do prato principal: Janice Doll, Cardia, Gramofocas, Bruto e Deceivers. Mas a platéia só esquentou mesmo com os primeiros acordes de “Metal is The Law”, formando um animado coro.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Além do ótimo som acompanhado de versos inspiradores como “stop the punhetation” ou “fear of the killing broca/the mad dentist is coming”, quem estava lá pôde curtir boas cenas de humor com personagens do “Hermes e Renato”, como o certinho boça ou o impagável, Jozelito Sem-Noção. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;O show foi organizado por dois estudantes de física da UnB, Andrei Barbosa e Gabriela Possa, para arrecadas fundos para a festa de formatura. Essa é a segunda vez que a banda se apresenta na capital. A primeira foi na oitava edição do Porão do Rock, no ano passado.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Entrevista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1YZbtGbNI/AAAAAAAAAAc/empzsHfEalo/s1600-h/massacration+banda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1YZbtGbNI/AAAAAAAAAAc/empzsHfEalo/s320/massacration+banda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029773552799608018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Campus: Como foi a emoção de tocar na UnB?  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Detonator: A emoção é a mesma de sempre. O poder do heavy metal atingindo milhares de headbangerzinhos pequenininhos, onde cada pontinho é um coração pulsando em nome do heavy metal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Campus: Isso te emociona?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Detonator: Isso me emociona e emociona a você também, e a todos nós que somos guerreiros do heavy metal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1bFrtGbOI/AAAAAAAAAAk/eLdQZhaBstc/s1600-h/show+massacration+085.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1bFrtGbOI/AAAAAAAAAAk/eLdQZhaBstc/s320/show+massacration+085.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029776512032074978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Campus: Como foi sair da garagem e agora estar tocando pra um monte de gente?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Detonator: Você deve estar enganado. O massacration já nasceu como a maior banda de Heavy Metal do universo. Você deve estar nos confundindo com Iron Maiden, com Black Sabbath, com outras bandas menores. O Massacration é o messias do Heavy Metal e nasceu supremo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Campus: Massacration como messias, Detonator como profeta?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Detonator: O Massacration é uma unidade. Nós cinco somos uma unidade que representa a santíssima quintidade do Heavy Metal. Unindo nossos poderes, nós cinco elevamos nossas almas ao Deus Metal.&lt;/p&gt;Campus: Como está sendo jogar o RockGol 2006? e Detonator: A Mtv sempre chamou o Massacration para participar desse torneiozinho vagabundo. Então dessa vez nos reunimos e decidimos jogar em troca de uma quantia considerável de dinheiro. &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1dN7tGbPI/AAAAAAAAAAs/bgOv2EXlLnk/s1600-h/show+massacration+076.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1dN7tGbPI/AAAAAAAAAAs/bgOv2EXlLnk/s320/show+massacration+076.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029778852789251314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Campus: Quais são as suas expectativas em relação à semifinal?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Detonator: O Massacration sempre vai muito longe nos projetos quer se propõe a fazer. Portanto não se surpreenda se chegarmos o mais longe possível. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Campus: Qual a mensagem que você deixa para o headbangers daqui de Brasília?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Detonator: Existem muitas bandas por aí que estão tirando o espaço de bandas sérias, como o Massacration, que vem lutando a vários anos para levar o nome do Heavy Metal. Essas bandinhas que fazem palhaçadas, dizendo que são heavy metal, merecem o fogo do inferno! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Campus: Isso não seria bom para elas, não é o que elas querem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Detonator: Elas querem se promover em nome do Massacration! E essas bandas são os cuzeiros do metal. Morte ao falso metal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Campus: Qual a sua opinião sobre o metal no Brasil atualmente?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1etbtGbQI/AAAAAAAAABE/VXee1rXSpxQ/s1600-h/show+massacration+048.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1etbtGbQI/AAAAAAAAABE/VXee1rXSpxQ/s320/show+massacration+048.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029780493466758402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Detonator: Depois do Massacration, o Heavy Metal ressuscitou no Brasil. Antes estava morto. Agora, está vivo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Campus: Só Massacration ou tem outra banda que você recomenda?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Detonator: Não recomendo nenhuma outra banda. Eu sou sincero, realmente. É o Massacration. Tem umas bandas pequenas aí que estão começando... pesquisem, caros headbangers.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Campus: E o assédio das fãs, como é? Vai comer quantas agora no fim do show?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Detonator: Vou pegar a minha prótese ali de... de...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Blonde Hammet: O Detonator está comendo duas goopies, na verdade, uma de 45, uma coroinha, uma de 24 e um viadinho de 14 só pra afinar o pau. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Detonator: Não precisava ter falado do viadinho mas...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Campus: Blonde Hammet, como é o assédio das fãs?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1hi7tGbRI/AAAAAAAAABQ/evowOWjxUyo/s1600-h/show+massacration+077.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1hi7tGbRI/AAAAAAAAABQ/evowOWjxUyo/s320/show+massacration+077.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029783611613015314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Blonde: Na verdade é algo muito natural pra gente, né? Sempre foi. As groopies é algo que faz parte da vida do Massacration. São as nossas duas paixões: a música e as vulvas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;Campus: Inclusive a vulva é algo essencial para a inspiração da música de vocês, não é?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Blonde: “Metal Bucetation”, na verdade, foi inspirada em todas as vulvas de todas as mulheres do mundo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23329118-7978581408463538444?l=lendoomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lendoomundo.blogspot.com/feeds/7978581408463538444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23329118&amp;postID=7978581408463538444&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/7978581408463538444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/7978581408463538444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lendoomundo.blogspot.com/2007/02/massacre-na-capital.html' title='Massacre na Capital'/><author><name>Gustavo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16747433311167203490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLTY8bR8FI/AAAAAAAAAJs/BDTp1jB4ec4/S220/082108175107.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/Rc1UiLtGbLI/AAAAAAAAAAM/c79DuA-RjuA/s72-c/massacration2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23329118.post-115490863614954632</id><published>2006-08-06T20:24:00.001-03:00</published><updated>2008-10-13T02:26:22.787-03:00</updated><title type='text'>O Pornógrafo Erudito</title><content type='html'>Professor de Letras da Universidade de Brasília consegue conciliar erudição com irreverência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5565/2387/1600/gilson%20capa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5565/2387/320/gilson%20capa.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma verdadeira enciclopédia ambulante, com a vantagem de contar com uma boa dose de bom-humor, ironia e sarcasmo. Essa frase talvez seja uma boa descrição de Gilson Sobral, professor do departamento de Letras da UnB que dá aulas de latim, grego e literatura antiga e medieval, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem sempre simpatia e irreverência andam juntas com falta de cobrança. Muito pelo contrário, Gilson é famoso por ser um dos professores mais “carrascos” da universidade. Sempre nos finais de semestre fixa nos corredores do “minhocão” listas contendo de 9 a 16 livros a serem lidos antes do início das aulas. Em sua maioria, obras densas e difíceis, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A República&lt;/span&gt;, &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5565/2387/1600/mito%20e%20logos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5565/2387/320/mito%20e%20logos.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;de Platão, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Lusíadas&lt;/span&gt;, de Camões. Suas provas são famosas por perguntar detalhes dos livros, o que impossibilita a “picaretagem” e obriga os alunos a ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamanha cobrança provoca uma baixa procura por algumas matérias optativas, mas isso não abala em nada a convicção do professor de estar fazendo a coisa certa. Para ele, a exigência é mais do que justificável, uma vez que a universidade é um centro de excelência e deveriam ter acesso a ela apenas privilegiados intelectualmente. “Eu digo sempre aos alunos que nós temos um dever social. A Universidade confere um diploma, mas como decorrência de estudos. O pessoal está desacostumado, desde muito tempo, a ler, a fazer o trabalho intelectual”. “Nem eu finjo que dou aula, nem o aluno finge que estuda” – completa, invertendo o famoso bordão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para quem acha que erudição e conservadorismo andam de mãos dadas, Gilson Sobral é um balde de água fria. Talvez o auge de sua irreverência tenha sido o lançamento de seu livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peças Infames – Teatro Pornográfico e Anti-religioso&lt;/span&gt; (Editora &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foda-se)&lt;/span&gt;, livro que já na capa traz a imagem de cristo crucificado com uma cabeça de burro. O ambiente foi todo decorado para o evento, com direito a sessões de filme pornô e sorteio de vibradores e vaginas artificiais. “Houve até uma promoção lá na hora de &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5565/2387/1600/fh%20028.2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5565/2387/320/fh%20028.1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;que quem tirasse a roupa ganhava um livro de presente. Quatro rapazes tiraram, mas as moças não quiseram” – diverte-se o professor, que na ocasião vestia uma máscara de pan (figura mitológica grega) e uma bata repleta de gravuras pornográficas das mais diversas culturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da irreverência e do gosto pela quebra de paradigmas, a grande paixão do mestre é mesmo o estudo de obras clássicas. Tanto é que, em 2001, fundou a ONG &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Círculo de Estudos Clássicos de Brasília &lt;/span&gt;(CECB), que semanalmente promove encontros para a leitura e análise dos grandes autores gregos. Há um grupo para a leitura no original e outro para as obras traduzidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua vocação para as Letras foi descoberta em 1965, enquanto cursava Jornalismo. Já nessa época estudava francês, inglês e romeno, e ficou impressionado com um texto em que o autor comparava as pirâmides com a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ilíada. &lt;/span&gt;Para o autor, as pirâmides, por serem feitas de pedra, desapareceriam, mas a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ilíada&lt;/span&gt;, por ser um monumento de letras, permaneceria para sempre na memória. Seu professor de romeno notou seu interesse e disse que ele tinha uma inclinação forte para a literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Foi assim que, em 1968, ingressou no curso de Letras, no qual formou-se em todas as habilitações disponíveis na época: português, inglês, francês e latim. Sua formação acadêmica inclui ainda uma graduação em filosofia, que lhe rendeu o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mito e Logos&lt;/span&gt;, e um mestrado em Letras, do qual derivou a obra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sacrifício e Diacosmese&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5565/2387/1600/fh%20068.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5565/2387/320/fh%20068.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nos seus esforços em sua área de atuação destaca-se um método próprio para o aprendizado rápido de línguas. Segundo o professor, seu método possibilita leitura fluente em francês ou inglês em apenas 4 meses, com 2 horas diárias de estudo e apenas um encontro semanal. Gilson conta que só não publica as gramáticas formuladas por ele por falta de financiamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no Instituto de Letras da UnB, 5 matérias optativas foram propostas e estão em estado de gestação, dependendo apenas da reformulação do currículo para entrarem em vigor. São elas “Ficção Científica”, “Literatura Policial”, “Literatura de Terror”, “Cultura Medieval II” e “Literatura Erótica e Pornográfica” – sendo esta encarada com certa estranheza por alguns colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima publicação de Gilson Sobral será “Entrevista com um Politeísta Grego Esclarecido”, uma coletânea de perguntas respondidas por ele em livro e em DVD, no qual aparece vestindo sua bata profana e a máscara de pan. O lançamento está previsto para novembro ou dezembro desse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que diabos seria um politeísta grego esclarecido? Só esperando para ver.&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center"&gt; &lt;a href="http://www.mercadolivre.com.br/jm/pms?site=361141&amp;amp;id=5797&amp;amp;go=HO" target="_top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23329118-115490863614954632?l=lendoomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lendoomundo.blogspot.com/feeds/115490863614954632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23329118&amp;postID=115490863614954632&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/115490863614954632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/115490863614954632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lendoomundo.blogspot.com/2006/08/o-porngrafo-erudito.html' title='O Pornógrafo Erudito'/><author><name>Gustavo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16747433311167203490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLTY8bR8FI/AAAAAAAAAJs/BDTp1jB4ec4/S220/082108175107.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23329118.post-115431961222951907</id><published>2006-07-31T01:02:00.001-03:00</published><updated>2008-10-13T02:25:36.684-03:00</updated><title type='text'>O Rei dos Pífanos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5565/2387/1600/Seu%20z??.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5565/2387/320/Seu%20z%3F%3F.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 27pt; text-align: justify;"&gt;Francisco Gonçalo da Silva, mais conhecido como “Zé do Pífano”. Este é o nome do simpático nordestino vendedor de pífanos que vira-e-mexe pode ser visto na frente do Restaurante Universitário da UnB, entre as quadras do Plano Piloto, na Praça do Relógio ou na Galeria dos Estados. Sempre com um chapéu na cabeça, óculos &lt;i&gt;hi-ban&lt;/i&gt; e a fiel companhia de suas flautas – fabricadas por ele mesmo – uma nas mãos e as outras na sacola.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 27pt; text-align: justify;"&gt;No repertório, &lt;i&gt;Asa Branca&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Óia eu aqui de novo &lt;/i&gt;e&lt;i&gt; A Volta da Asa Branca&lt;/i&gt;, entre muitos outros sucessos do forró e do baião. O som de seu pífano nos transporta para um outro mundo – um mundo mais simples, mas não menos difícil. Pelo contrário, um mundo em que é preciso tirar leite de pedra para sobreviver. Um mundo onde só a música e o namoro podem trazer um pouco de alegria aos sôfregos trabalhadores.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 27pt; text-align: justify;"&gt;E foi assim que começou a trajetória de nosso “zé”. Francisco da Silva nasceu &lt;st1:personname st="on" productid="em S￣o Jos￩"&gt;em São José&lt;/st1:personname&gt; do Egito, interior de Pernambuco, e desde cedo conheceu a amargura da pobreza, já aos 10 anos tendo que trabalhar na roça para ajudar a família. Mas o interesse de Zé sempre foi outro, e ficava claro quando as bandas de pífanos da região visitavam sua cidade, seja nas novenas de maio ou nas festas de junho.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 27pt; text-align: justify;"&gt;Tal era o interesse de Francisco que, ainda criança, fabricou, sem a ajuda de ningu&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5565/2387/1600/seu%20z??"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5565/2387/320/seu%20z%3F%3F%202.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ém, o seu primeiro pífano, de “talo de jerimum”. E com ele mesmo foi tirando as suas primeiras notas e aprendendo sozinho a tocar o instrumento que viria a tornar-se o seu meio de vida. Seu empenho era tão visível que Pedro Ventura, um velho “pifeiro” da região, presenteou-lhe com um pífano de verdade, para que desenvolvesse melhor o seu talento.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 27pt; text-align: justify;"&gt;Assim foi que Francisco da Silva passou de admirador a “pifeiro” profissional, formando ele mesmo a sua banda e saindo a tocar de cidade em cidade no sertão de Pernambuco. Em 1973 deixa o seu estado para tentar uma vida melhor na cidade de São Paulo, onde arranja diversos empregos, de pedreiro a marceneiro. Sempre tendo como atividade paralela a música e a produção e venda de suas flautas. Já por essa época abandona seu nome de batismo para passar a ser conhecido como “Zé do Pífano”. De show em show e de andança e andança, vai tornando-se figura popular e aparece em toda sorte de programas de auditório, como Chacrinha, Raul Gil e Sílvio Santos. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 27pt; text-align: justify;"&gt;Há cerca de quinze anos em Brasília, seu Zé sobrevive hoje exclusivamente de shows e da venda de seus pífanos. Quando perguntado sobre o porquê de ter deixado sua terra natal, Seu Zé diz que é o gosto pela aventura: “gosto de conhecer o mundo de meu Deus, que é muito bonito. Se eu pudesse só vivia andando e passeando, conhecendo a natureza e as coisas bonitas que têm na terra”. Mas, de quando em quando, Seu Zé volta para visitar sua cidade, e se mostra decepcionado com a falta de interesse dos jovens em aprender a arte do pífano. Ainda assim, preocupado em manter a tradição, sempre que vai a São José do Egito distribui flautas às crianças e diz: “Vê se aprende, que isso não pode acabar!”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 27pt; text-align: justify;"&gt;Para o jornalista Jorge Frederico, da Agência Senado, a figura de músico ambulante representada por Seu Zé está fadada a desaparecer, dado o modelo de sociedade em que vivemos. “O Zé tá vinculado a uma tradição que tá desaparecendo, a tradição dos artesãos, dos saltimbancos, das feiras” – diz – “é muito difícil, hoje em dia, para o pífano competir com o som dos ônibus e automóveis”. Mas o jornalista confessa achar genial o trabalho do “pifeiro” e acredita que, em meio ao caos urbano, o pífano é um instrumento consolador.&lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23329118-115431961222951907?l=lendoomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lendoomundo.blogspot.com/feeds/115431961222951907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23329118&amp;postID=115431961222951907&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/115431961222951907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23329118/posts/default/115431961222951907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lendoomundo.blogspot.com/2006/07/o-rei-dos-pfanos.html' title='O Rei dos Pífanos'/><author><name>Gustavo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16747433311167203490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Y9GYstu66o8/SPLTY8bR8FI/AAAAAAAAAJs/BDTp1jB4ec4/S220/082108175107.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
